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Pizzolato desembarca em Brasília#

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ImprimirReportar erroTags:foi, federal, pizzolato, brasil, pelo, condenados e itália351 palavras3 min. para ler

Por volta das 9h desta sexta-feira (23), o ex-diretor do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, chegou em Brasília, onde vai começar a cumprir pena com mais de dois anos de atraso. A aeronave cinza da Polícia Federal pousou no Aeroporto Internacional da capital às 8h46. Vestindo um agasalho claro e uma calça de moleton, Pizzolato desceu da aeronave escoltado por agentes da PF. Ele foi condenado na Ação Penal 470, o processo do mensalão, por peculato e lavagem de dinheiro, mas fugiu para a Itália em setembro de 2013, antes do fim do julgamento, com um passaporte falso.
Na capital federal, ele foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal, onde faz exame de corpo de delito. Um comboio da Polícia Federal, com três viaturas descaracterizadas é responsável por leva-lo durante os deslocamentos em Brasília, em um automóvel blindado, até a condução ao Complexo Penitenciário da Papuda, onde ficará preso para acertar as contas com a justiça brasileira.

Na mesma penitenciária, foram encarcerados outros condenados da Ação Penal 470, como o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, o ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, e o ex-deputado federal pelo PT, José Genoíno.

Pelo menos doze agentes da PF, incluindo um médico e um delegado, acompanham o trajeto do condenado em Brasília. No início da manhã, Henrique Pizzolato desembarcou em voo comercial no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.

A chegada ao Brasil do ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil encerra um capítulo na história da fuga de um dos condenados no processo do mensalão, que envolveu também vários recursos judiciais e tentativas do governo brasileiro de trazê-lo de volta ao Brasil.


Pizzolato foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 12 anos e sete meses de prisão por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato, mas, por ter dupla cidadania, fugiu para a Itália em 2013, com um passaporte falso em nome de um irmão morto. O ex-diretor foi o único dos condenados que fugiu. Ele foi preso em fevereiro do ano passado em Maranello, na Itália, após ter o nome incluído na lista de procurados internacionais da Interpol.

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