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Repórter flagra tentativa de golpe pelo WhatsApp em Chapecó

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ImprimirReportar erroTags:pessoa, conta, whatsapp, delegado, pelo, tiago, número e dinheiro748 palavras11 min. para ler

Nesta terça-feira (3), um repórter do ClicRDC flagrou a tentativa de um golpe pelo WhatsApp. Na conversa, o criminoso pediu um favor ao jornalista, para que ele depositasse R$ 1.433,00, pois ele tinha excedido o limite bancário e precisava pagar outra pessoa. Segundo o delegado Tiago de Oliveira, que atende na 1ª Delegacia de Polícia Civil em Chapecó (SC), o estelionatário se apropriou de uma conta do aplicativo para fazer o golpe.O dono do número do celular é morador de Joaçaba (SC) e não quis ser identificado. Ele informou ao ClicRDC que postou nesta terça-feira, por volta das 16h30 um anúncio de um carro em dois sites de vendas. Logo depois, um número desconhecido ligou e disse que um código com seis números ia ser gerado via SMS. Para validar o anúncio, a vítima precisava passar esses numerais.
O homem contou que ficou desconfiado, mas resolveu passar o código. Segundo ele, quando passou o último número, o Whatsapp desconectou. Um primo da vítima quase depositou o dinheiro pedido pelo estelionatário, mas foi parado após receber uma mensagem do morador de Joaçaba, que informava que o seu aplicativo foi "clonado”.
Segundo o delegado Tiago, a divulgação destes golpes é muito importante, pois no dia-a-dia, quando a pessoa se depara com uma solicitação de dinheiro, vinda de um suposto amigo, de um suposto parente, muitas vezes ela cai no golpe e faz o deposito.
O delegado ainda informou que são casos que acontecem rotineiramente. O estelionatário usa a mesma forma de se comunicar que o dono da conta, as mesmas formas de abreviatura, isso porque, após se apropriar da conta, ele tem acesso as conversas.
Uma atitude preventiva, repassada pelo delegado, é o usuário ativar a notificação em duas etapas. Conforme Tiago, ao realizar esse procedimento é impossível que outra pessoa se aproprie de uma conta no Whatsapp.
Para realizar o procedimento, a pessoa que possui uma conta no Whatsapp, deve abrir o aplicativo, clicar nos três pontinhos no canto superior direito, ir para configurações  – conta – confirmação em duas etapas, onde será pedido para colocar uma senha e um e-mail para validação . A senha criada pelo usuário será necessária para registrar o número do telefone no Whatsapp novamente.
O delegado destacou que a orientação para as pessoas que receberem mensagens de amigos e parentes, que pedem dinheiro emprestado, é sempre para ligar para essa pessoa pelo meio convencional e não pelo Whatsapp, para confirmar se realmente trata-se da pessoa e se ela precisa de fato do dinheiro. É forma de se certificar que é realmente a  pessoa  e não um estelionatário, que se apropriou da conta de um conhecido.
Outra orientação para a pessoa que teve a conta apropriada (clonada) é enviar um e-mail para o Whatsapp, para informar sobre o ocorrido.
"O proprietário da conta deve mandar um e-mail para whatsapp@support.com explicando que a conta foi apropriada por outra pessoa, que tenta aplicar golpes em seu nome. Solicitando o cancelamento daquela conta, para que ela volte para o proprietário original”, sugeriu.
Para a vítima, que caiu em crime de estelionato e depositou ou transferiu dinheiro para os estelionatários, a orientação é para que procure a Polícia Civil e registre um Boletim de Ocorrência.
Conforme o delegado, os golpistas buscam os números das vítimas em sites de vendas pela internet, onde o dado fica exposto.
"Em 99% dos casos, o dono da conta do Whatsapp recebe uma mensagem ou uma ligação, em que os criminosos se passam por funcionários de determinado site, onde a pessoa possivelmente fez um anúncio de compra ou venda. Eles informam que precisam encaminhar um número de verificação, para confirmar que realmente se trata da pessoa que fez o anúncio no site, que é um procedimento de segurança.  A vítima acaba caindo na conversa e não sabe que se trata do código do próprio Whatsapp e que com isso a pessoa terá acesso a conta em outro dispositivo”, falou Tiago.
Quando a pessoa publicar anúncios em sites de vendas precisa ficar em alerta, porque geralmente os golpistas vão entrar em contato para pedir o código.
Segundo o delegado Tiago identificar os criminosos nestes casos é muito difícil. A maioria destes crimes é feito com contas em nomes de laranjas, com documentos falsos, dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Roraima, do Brasil todo e às vezes até de fora do país. Conforme o delegado, este tipo de golpe "é uma investigação bem dificultosa”.

Fonte:/ClicRDC

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