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Relatório aponta que voo da Chape teve indicação de emergência 40 minutos antes de cair, mas tripulação nada fez

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ImprimirReportar erroTags:ap, funcionários, exames, médicos, financeira, precária, atrasava e salários364 palavras6 min. para ler
Relatório aponta que voo da Chape teve indicação de emergência 40 minutos antes de cair, mas tripulação nada fezVer imagem ampliada
Aeronáutica Civil da Colômbia apresentou nesta sexta-feira (27) as conclusões do relatório final do desastre do avião da Chapecoense, apontando que, 40 minutos antes do acidente, a aeronave já estava em emergência e a tripulação nada fez, mesmo tendo indicação na cabine, como luz vermelha e avisos sonoros. Os investigadores chegaram a essa conclusão ao analisar a caixa-preta, que contém gravadores de dados de voz e de voo. O avião da empresa Lamia caiu levando a delegação do time catarinense no dia 28 de novembro de 2016, deixando 71 mortos. A investigação confirma que o combustível do avião era insuficiente para o voo entre Santa Cruz e Medellín sem a escala prevista.
O acidente ocorreu por esgotamento de combustível como consequência da falta de gestão de risco apropriada pela Lamia, afirmou a autoridade de aviação civil colombiana, que classificou a situação como algo “inconcebível de acontecer“.
Sem o combustível, os motores pararam de funcionar e o avião planou até bater.
Entre as principais conclusões apresentadas na Colômbia estão:
·                  o contrato previa escala entre São Paulo e o aeroporto de Medellín, mas a empresa planejou voo direto.
·                  40 minutos antes do acidente, o avião já estava em emergência e a tripulação nada fez. Houve indicação, luz vermelha e avisos sonoros, na cabine.
·                  o controle de tráfego aéreo desconhecia a “situação gravíssima“ do avião.
·                  a tripulação era experiente, com exames médicos em dia.


    [li]a Lamia estava em situação financeira precária e atrasava salários aos funcionários. A empresa sofria de desorganização administrativa.[/li]

    [li]a Lamia não cumpria determinações das autoridades de aviação civil em relação ao abastecimento de combustível. Quando foi apresentado o relatório preliminar, já havia sido destacado que o piloto estava consciente de que o combustível que tinha não era suficiente. O piloto, Miguel Quiroga, “decidiu parar em Bogotá, mas mais adiante mudou de ideia e foi direto para Rionegro“, onde o avião caiu.[/li]

    [li]A Colômbia deve melhorar controles sobre voos fretados.[/li]



A Aeronáutica Civil colombiana reforçou que o relatório final não se destina a apontar culpados para que sejam punidos, mas esclarecer as circuntâncias do acidente para permitir que sejam adotadas medidas preventivas que evitem novos acontecimentos como o da tragédia da Chape.
Fonte: G1
Foto: Luis Benavides/AP

Fonte:G1
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