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Produtividade na indústria em 2017 cresce 4,5%

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ImprimirReportar erroTags:divulgação, momentos, sobrevivência, manutenção, emprego, explicou, comportamento e perceptível361 palavras6 min. para ler
Produtividade na indústria em 2017 cresce 4,5%Ver imagem ampliada
O Brasil teve um aumento na produtividade de 4,5% em 2017, de acordo com a pesquisa divulgada nesta quarta-feira (28) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O estudo foca em indústria de transformação, considerada aquela que transforma matéria-prima em produto final. O bom resultado pode ser reflexo do momento de crise econômica vivida pelo país, que levou as empresas a enxugarem suas equipes e os funcionários restantes a trabalhar mais intensamente.



A pesquisa mostra que o volume produzido na indústria cresceu 2,2% no ano passado, enquanto o o número médio de horas trabalhadas nas empresas caiu na mesma proporção. Na prática, isso significa que as empresas estão produzindo "mais com menos". "Se a empresa fica mais eficiente, é possível produzir mais”, explica Renato da Fonseca, gerente de pesquisa e competitividade da CNI. Segundo a CNI, dois fatores levaram ao aumento da produtividade no ano passado.


·         Infraestrutura: As fábricas menos produtivas acabam fechando suas portas, com isso cai a proporção desse tipo de fábrica no país.


·         Trabalhadores: Durante a recessão, cortes de equipe são comuns e a tendência é que as empresas retenham os colaboradores mais produtivos e dispensem os que não produzem tanto.


Esse efeito está relacionado a busca pela sobrevivência, por parte das empresas, e pela manutenção do emprego, por parte dos trabalhadores, explicou Fonseca. Segundo ele, esse comportamento é mais perceptível em momentos de crise, quando empresas precisam ser mais eficientes, reduzindo custos, aumentando assim a sua produtividade. Os funcionários também tendem a se esforçar mais em períodos recessivos. Apesar dos resultados positivos, o Brasil se mantém na penúltima colocação no ranking de competitividade feito pela CNI. O país ocupa a mesma posição desde 2012. Para Fonseca, para o Brasil chegar ao nível dos países desenvolvidos e até dos emergentes, é preciso manter o ritmo de crescimento.


"Considerando que o crescimento (da produtividade) foi gerado pela crise, que é a nossa suspeita, assim que a crise acabar, o efeito perde força. Se a gente não intensificar o investimento em inovação nas empresas, ou seja, trazendo novas tecnologias, novas máquinas, continuar fazendo os investimentos em gestão, a gente perde ritmo e não consegue alcançar esses países”.


Fonte: G1


Imagem: Foto: Mercedes-Benz/Divulgação


 


 

Fonte:G1
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