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Funknejo: duetos de sertanejos com MCs emplacam nas paradas de fim de ano no Brasil

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Cê  acredita? O bordão do funkeiro Kevinho, apareceu em quatro sucessos com ídolos sertanejos em 2017. É que ele foi o MC mais procurado para duetos do funknejo. A união de nomes famosos dos dois estilos foi crescendo durante o ano, e agora ocupa cinco posições no top 50 do Spotify no Brasil. O termo funknejo não é novo: ficou popular com o estouro de "Eu Quero Tchu, Eu Quero Tcha", de João Lucas & Marcelo, em 2012. Desde então, alguns sertanejos tentam incorporar o tamborzão do funk. A novidade neste ano é que os MCs mais famosos, especialmente os de São Paulo, embarcam nas parcerias.


Frederico, cantor da dupla com João Neto, falou ao G1 sobre a parceria "Cê acredita", com Kevinho. Foi um raro caso de grande sucesso simultâneo nas rádios e em streaming durante o ano. O convite para a colaboração veio de João Neto & Frederico, em maio deste ano.


 

"Estamos com onze anos de carreira. Temos que ficar preocupados com o mercado. É um produto que precisa ir se atualizando. Um dos estilos em bom momento é o funk. Por isso colocamos Kevinho, menino jovem que atinge a galera. Tem que estar antenado no povo", diz Frederico. Frederico é pragmático: "O que a gente gosta é música romantica, letra bonita. Só que só essas não vendem show. A gente vive de show", diz.


"Algumas pessoas nos criticaram por gravar com cantor de funk. Respondi assim a elas: `Quem paga ingresso é o povo.` O mercado partiu para esse lado. Se a gente não partir também, vai vender show para quem?"


Mas a vantagem não é só dos sertanejos. "As parcerias são oportunidades que fazem todo o sentido para os dois lados. Geram um ganha-ganha", diz Guilherme Figueiredo, diretor de marketing da gravadora Som Livre. "O sertanejo tem chance de renovar o público. Quando grava com funk, por exemplo, ele participa de mais playlists, e amplia os pontos de contatos deles com ouvintes", explica Guilherme. "Já os artistas de funk têm uma oportunidade de tocarem nas rádios e também ampliarem a audiência fora do eixo Rio-SP", diz Guilherme.


Fonte: G1


Foto: Divulgação



 

Fonte:G1
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